ESTADO DE ALERTA

A Premissa


Esqueça heróis salvando o mundo. Aqui, sua missão é muito mais difícil e visceral: manter três estranhos vivos até o fim do turno.
Você é o novo Técnico de Segurança do Trabalho da Prime Metais, uma metalúrgica pesada onde o ar é espesso com poeira de ferro, o calor é sufocante e o ruído das máquinas é constante. Sua ferramenta não é uma arma, mas sua percepção. Seu inimigo não é um vilão, mas a complacência humana.
Três operadores novatos acabaram de ser contratados. Eles estão ansiosos, confiantes demais ou distraídos. Cada um deles será designado para uma máquina letal: um Torno Mecânico, uma Prensa Hidráulica e uma Guilhotina de Corte.
Seu trabalho? Ensinar a eles que a segurança não é burocracia. É a diferença entre voltar para casa inteiro ou ser levado em uma maca.


A Jogabilidade
Estado de Alerta transforma a inspeção de segurança em uma experiência de tomada de decisão em tempo real, onde cada segundo conta.
O Olho Clínico: A câmera foca nos detalhes que matam. Um pano sujo perto da engrenagem giratória do torno. Cavacos metálicos escorregadios no chão da prensa. Uma placa de advertência coberta de graxa. Você deve identificar os riscos invisíveis para os olhos destreinados dos novatos.
Diálogos que Salvam (ou Matam): Cada interação é uma bifurcação crítica.
O Operador do Torno quer usar luvas porque "seu pai usava". Você explica o risco mortal de enroscamento ou deixa ele aprender da maneira difícil?
O Operador da Prensa tenta burlar o acionamento bimanual para trabalhar mais rápido. Você interrompe o ciclo imediatamente, enfrentando a pressão da produção, ou espera para ver se ele se adapta?
O Operador da Guilhotina trabalha perto de uma área de circulação intensa. Você isola a zona de risco ou apenas dá um aviso verbal fraco?
Consequências Imediatas e Brutais: Não há "Game Over" genérico. Há acidentes específicos baseados na física real. Se você falhar em corrigir o uso de luvas no torno, o jogo mostra o resultado visceral da rotação encontrando a carne. O jogo não pune você com pontos; pune você com a culpa visual e sonora do erro.


As Máquinas: Três Testamentos ao Perigo


O Torno (A Armadilha Rotativa):
Focado no risco de enroscamento. O jogador deve gerenciar a limpeza do ambiente (cavacos), a sinalização visível e, crucialmente, impedir o uso de EPIs inadequados (luvas) que podem ser sugados pela peça giratória. A tensão vem da velocidade e da proximidade das mãos do operador.


A Prensa Hidráulica (A Força Bruta):

Focada no esmagamento e na burla de sistemas de segurança. O operador tentará usar atalhos (como apoiar o cotovelo no botão) para ganhar velocidade. O jogador deve decidir entre parar a produção para corrigir o procedimento ou permitir uma cultura de risco que levará a dedos amputados.


A Guilhotina (O Corte Preciso):
Focada na zona de corte e no fluxo de pessoas. O perigo aqui é ambiental: trabalhadores passando atrás do operador, chapas mal apoiadas e falta de demarcação visual. O jogador deve criar barreiras físicas e mentais para proteger tanto o operador quanto os transeuntes.


Por que jogar?


Baseado em normas reais de segurança, como a NR 12 mostrando como cada regra foi escrita com sangue. O som binaural captura o rangido do metal, o silvo do hidráulico e o silêncio ensurdecedor pós-acidente.

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